59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

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Dados do Trabalho


TÍTULO

Ensino do exame físico ginecológico: uma mudança de paradigma.

OBJETIVO

Aprimorar o ensino do exame ginecológico em alunos de medicina a partir da inserção de simulação e realidade virtual com equipamentos de reconhecimento de estruturas pélvicas com feedback imediato e avaliar esta experiência pela ótica dos acadêmicos.

MÉTODOS

Em parceria com o Instituto SIMUTEC (Centro de Simulação em Procedimentos Minimamente Invasivos), alunos do 8° semestre da disciplina de Ginecologia e Obstetrícia fizeram, em julho/2021, um treinamento no simulador Pelvic Mentor™️ (Simbionix). O sistema utiliza um sensor externo acoplado ao dedo, permitindo a identificação, em tempo real, de estruturas previamente definidas (vagina, reto, colo uterino, útero, tubas uterinas, ovários, bexiga, uretra e espinhas isquiáticas). O treinamento foi feito por monitoras previamente treinadas. Após, aplicou-se um teste de proficiência sobre a atividade realizada. Consideramos aprovados todos que obtiveram 75% ou mais de acertos. Os alunos foram convidados a responder um questionário sobre a atividade, via Google Forms.

RESULTADOS

A simulação como forma de aprendizado prático teve a aprovação de 80,8% dos 26 estudantes. Afirmaram que a atividade agregou muito às habilidades práticas em GO e tornaram-se capazes de avaliar aspectos do exame físico ginecológico de forma mais segura, podendo repetir o exame sem a necessidade de paciente in vivo. Em relação ao tempo de treinamento, 76,9% o julgaram adequado para aprendizagem (média de 1h e 5min por aluno). O apoio pedagógico durante o treinamento foi tido como importante para 96,2% dos alunos. Em uma escala de 0 a 10 (0 muito ruim e 10 excelente), a nota média foi de 9,2 para a atividade e 9,3 para seu aproveitamento. Após a atividade, 96,2% dos estudantes conseguiram identificar a maioria das estruturas indicadas, sendo que apenas 3,8% se consideravam aptos anteriormente. Apesar de o projeto envolver alunos do 8º período, 61,5% deste grupo acredita que o treinamento poderia ser feito antes, no 5º semestre. A nota média de proficiência foi 89,5%.

CONCLUSÕES

Os resultados nos encorajam a manter a metodologia de aprendizado baseado no moderno e atual ensino de simulação e realidade virtual. Como comentários adicionais, dos próprios alunos, fica a possibilidade de um treinamento adequado, sem a necessidade de ser inicialmente in vivo como na medicina tradicional e com boas oportunidades de estudo a partir de um centro de treinamento modelo adequado.

PALAVRA CHAVE

simulação; realidade virtual; proficiência

Área

GINECOLOGIA - Ensino, Treinamento, Avaliação

Autores

Adriani Oliveira Galao , Pyetra Nunes Zahn, Júlia Stüker de Almeida, Isadora Valério Anastacio, Juliete Costa Rodrigues, Thanyse de Oliveira Schmalfuss , Marcella Loporchio Scherer, Maria Eduarda Eyng, Suzana Arenhart Pessini

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